sexta-feira, 26 de março de 2010

Novo apoio ao Projeto

Notícia quente. A Skarp, marca de roupas esportivas está apoiando o TPUC. Quem está presente em eventos de corrida, ciclismo e triathlon já deve conhecer a marca, que apoia grandes eventos destas modalidades.

Ontem estive no escritório deles e passei boa parte do meu horário de almoço/chuva definido junto com a Juliana como será feito o apoio.

A Skarp junto com a Santa Constância - fabricante de tecidos - irão dar apoio com material personalizado do TPUC além de trabalhar em uma maior divulgação do projeto através de suas assessorias de imprensa.

Acredito que essas parcerias deverão dar mais visibildade ao trabalho e cumprir as duas funções básicas que o TPUC tem : divulgar as ações de diagnóstico, tratamento e apoio aos pacientes com Leucemia via a Abrale e arrecadar fundos para o projeto Dodói, também da Abrale.

As pessoas que tornaram possível esta parceria, muito obrigado, especialmente a Thelma Filipovitch e Juliana Ikeda.

A parceria já começa para a primeira etapa do Troféu Brasil de Triathlon, mas o material personalizado só irá ser usado a partir do Long Distance de Caiobá.

Nos vemos em Santos domingo na barraca amarela da MPR

fui... torcendo pra não ter mais chuva

terça-feira, 23 de março de 2010

Vai começar o Troféu Brasil 2010. Segunda etapa do TPUC 2010

O maior circuito nacional de triathlon terá sua primeira etapa neste domingo. A grande novidade deste ano é o novo percurso de Santos. Para aqueles que vão participar e ainda não viram, vale a pena entrar no site oficial do circuito e olhar o  mapa . Se o percurso é melhor não sei, parece que sim, mas pelo menos mudar de ares vai ser bom. Pelo que sei a natação deve ser mais fácil para aqueles que não tem muita confiança de enfrentar mar com ondas. A grande alteração é no ciclismo, que tem um percurso mais circular, ou seja, para quem for fazer a distância olímpica não haverá retorno entre a primeira e segunda voltas, passando direto em frente a transição. Vai ser uma boa oportunidade de ver os profissionais de perto em alta velocidade. A corrida é na beira mar, não tem como mudar, só muda a referência do retorno.

Com o Troféu Brasil vem a segunda etapa do TPUC - Triathlon por uma Causa em 2010. Irei competir na categoria Elite Amador 40-44 anos, que tem a distância olímpica; 1.500m de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida, totalizando 51,5km. Com isso irei doar R$ 51,50 para a Abrale e peço que quem quiser e tiver condições ajude no projeto.

Para doar, não custa nada lembrar, você deverá entrar diretamente no site da Abrale - nada é feito por esse blog ou por mim diretamente - no link você irá acessar o hotsite do projeto dodói. As doações podem ser de qualquer valor, ou nos valores sugeridos pelo site, ou no valor que estou sugerindo aqui no blog.

É fundamental que coloque no campo empresa o texto Triathlon por uma Causa para que possamos fazer a medição dos resultados. As doações podem ser deduzidas no seu IRPF.

Na foto meu irmão comigo em Caiobá em dezembro do ano passado. Nada como o triathlon para fazer amizades e nesse caso, renovar através do esporte.

Até domingo em Santos

Fui... já me concentrando pra prova

sábado, 20 de março de 2010

Dia da mulher Abrale

Dia 8 de março, como todos sabem, foi o dia internacional da mulher.

O TPUC - Triathlon por uma Causa, participou com dois pares de ingresso para a peça "As Meninas" de Maitê Proença. Os ingressos foram cedidos pela Ábaco Hotelaria S.A. e sorteados no almoço realizado pela Abrale em comemoração a data.

Divido com vocês o agradecimento a nossa colabaração, que é de todos que participam do projeto e acompanham este Blog. As mensagens que são deixadas aqui e os incentivos ao projeto são fundamentais para que possamos alcançar mais doações e divulgação das ações da Abrale.

Muito obrigado

Marcos

quinta-feira, 18 de março de 2010

Procura-se Bananinha

O Assunto é sério.

O ano passado a Cláudia, nossa traficante oficial de Bananinhas Tribom começou a vender diretamente na USP a nossa droga de escolha. O esquema funcionava assim: um contato dela em uma cidadezinha obscura do interior de São Paulo, enviava a mercadoria diretamente para um distribuidor na capital, que entregava para a Cláudia o contrabando no centro da cidade. 

Como todo negócio desse tipo, era tudo feito na confiança e com gestos e palavras em códigos. 

Cláudia: vai precisar essa semana?
Eu: uma caixa (meio envergonhado)
Cláudia: já!!!!????
Eu: sim, to usando a cada treino e ainda no escritório como lanche. (mais vergonha ainda por estar consumindo no mundo civil também)
Claudia: com ou sem açucar?
Eu: com açucar lógico, tá o mesmo preço de sempre?
Cláudia: sim. Vai pagar agora ou depois? (ela não precisa de bloquinho pra anotar as dívidas, só olha de canto pra ver se estou fazendo uma cara confiável.
Eu: to sem dinheiro agora, pode ser depois?
Cláudia: ok

Essa conversa acontece as 5:15 da manhã, entre dois carros, no escuro da USP.

Pois fiquei sabendo que essa rotina acabou. A Tribom não existe mais, não temos mais bananinha entregue em caixas no treino. Não sei o que irei fazer, espero que a Clau encontre logo outro fornecedor, senão vou ter que começar a comer qualquer bananinha. Só tenho o final de uma caixa comigo.

Procura-se bananinha urgente!!

Fui...

terça-feira, 16 de março de 2010

Treinos de Ciclismo

Os treinos de ciclismo podem ser os mais divertidos de todos. Bicicleta é gostoso. A sensação de liberdade é indescritível. E cá entre nós, elas estão ficando cada vez mais bonitas. E nada como ter um brinquedo bacana nas mãos.

Vou dividir os tipos de treinos que faço em três grupos: Estrada, giro e qualidade.

Estrada: não preciso dizer onde acontece né? A idéia é ir para uma estrada razoavelmente segura e fazer uma longa distância, evitando a monotonia em deslocamentos entre dois pontos distantes ou circuitos com quilometragem alta. Por exemplo: a estrada dos Romeiros, entre Santana do Parnaíba e Itu. Ótimo treino. 100km com subidas desafiadoras, principalmente na volta. É o meu treino preferido de estrada em São Paulo. Outro que gosto é da Dom Pedro, saindo de Atibaia. Tem um circuito muito bonito e você faz 90km planos em apenas duas voltas. No Paraná gosto de sair de Curitiba pela BR277 em direção a Ponta Grossa, subir a serra e retornar. Se não me engano dá 60km. Não é tão pesado quanto Romeiros, mas a subida da serra exige técnica e dá pra fazer boas variações. Na descida dá pra levar multa num radar de 60km/h na serra. Sem preço. Evito a 277 para as praias, muito perigosa. O treino de caiobá também é gostoso.

Giro: treino básico para fazer volume. Pode ter alguma variação de velocidade pra não ficar tão monótono. Não é muito diferente de fazer estrada, mas não estou aqui escrevendo sobre técnicas de treino de ciclismo, mas passando o que nós fazemos normalmente e como chamamos os treinos. Giramos na USP, normalmente as quintas e sábados em pelotões pequenos. A idéia é fazer um treino regenerativo.

Qualidade: terça-feira é dia de fazer força na bike. Foi hoje, fizemos 10 x 2,5km forte. Pelotão pequeno. A dica aqui é fazer com gente conhecida e que você confia. É um pouco perigoso. Como a raia da USP tá muito esburacada, é fundamental a comunicação entre os ciclistas. Meu pelotão de hoje tava muito desigual. Acho que estávamos em uns oito. Eu e o Marquinho puxamos os dois primeiros, em seguida o André puxou um com outro ciclista que não lembro o nome, em seguida ja tive que puxar de novo, e por mais duas vezes. Ou seja, deveríamos revezar quem ia pra frente, mas isso não ocorreu. Não me importo de puxar, mas assim só eu estou treinando, os outros nem tanto e não tenho refresco. Se for assim posso fazer sozinho ou em dupla.

De qualquer maneira o que ocorreu é que no sétimo tiro, alguém não avisou de um buraco, que o de trás caiu e quase se acidentou, e o próximo caiu nele também e assim por diante até eu estourar o pneu da frente. Felizmente não caí, mas podia. Não sou um ciclista experiente, mas também não sou novato. Já fiz viagem longa de bike e pedalei bastante em estrada e pelotão. A comunicação deve ser intensa num pelotão. Não aquela coisa horrorosa de ficar gritando buraco e ficar histérico pra todo mundo sair da frente, mas com gestos e sinais previamente combinados. Quem tá na frente tem uma responsabilidade muito grande. A integridade física do pelotão depende da atitude de quem puxa e também do resto do pelotão.

Uma dica valiosa? Procure um pelotão com gente que você confia e conhece. Conversem bastante e combinem algumas coisas previamente. Quando for a sua vez de ir na frente, respeite a velocidade combinada, sinalize buracos e obstáculos e sempre esteja concentrado. É divertido, mas cair e quebrar a clavícula é questão de bobear por uma fração de segundo.

Fui... me cuidando mais ainda com quem pedalo


terça-feira, 9 de março de 2010

Ganhando tempo.

Ando preguiçoso pra escrever. Preguiçoso não, cansado. Mas não cansado de escrever mas com muito trabalho mesmo. As últimas semanas tem sido muito corridas - e não to falando de tiros ou treinos longos - pois acabei tendo uma sobrecarga de trabalho após a mudança de casa. Por outro lado ganhei muito tempo na minha vida. Sair de 1:30 de trânsito todos os dias para ir trabalhar, para apenas 20min é uma grande evolução. E ainda tem a volta. Somando tudo, são 2:20h por dia que ganhei, ou seja, a cada dez dias e pouco ganho um dia inteiro para mim. E o que tenho feito com esse tempo? Trabalhado para compensar o tempo que gastei procurando apartamento.

Mas agora as coisas estão entrando no eixo e to ganhando meu tempo pra cuidar de coisas que não sejam trabalho e triathlon. Estou conseguindo colocar em dia minha leitura. A fila de livros esperando sua vez já tava grande. E até assistir televisão, que não é muito a minha praia. Sabe o que isso tudo está me dando? Mais disposição para treinar.

Hoje fiz treino de subida na USP. Eu e a equipe inteira da MPR. Dez vezes a subida da química, que dá mais ou menos 1km. Nas ímpares, subida girada, sentado, concentrado na técnica da pedalada. Nas pares, subida de força, alternando sentado e de pé. Minhas pernas estão doendo até agora, e não foi da corridinha de 5km que fizemos depois do treino não.

Quem viu o sol nascer hoje sabe como estava bom o treino...

Fui....

segunda-feira, 1 de março de 2010

Internacional de Santos

Foi ontem. O calor não veio, a chuva deu as caras e foi muito, mas muito divertido!

O Triathlon Internacional de Santos é uma das maiores provas do calendário. Não só no número de atletas mas também pelo nível desses atletas. Para se ter uma idéia, os maiores nomes do triathlon mundial já passaram e continuam passando por aqui nesse evento.

Scott Molina, Dave Scott, Scott Tinley, Peter Reid, Greg Welch, Chris McCormack, Olivier Marceau, Spencer Smith, Oscar Galindez, Erin Baker, entre outros. Ontem ganhou no feminino a atleta alemã Nina Kraft que infelizmente em 2004 perdeu seu título do Ironman Hawaii por uso de EPO por três semanas antes da prova.

Aproveitando o caso, EPO (Hormônio sintético de Eritropoietina) é dopping e também mortal. Eritropoietina é um hormônio secretado pelo rim que estimula a medula óssea a elevar a produção de células vermelhas do sangue, simulando assim os ganhos de treinos de altitude com a elevação do número de glóbulos vermelhos no sangue, o que significa uma maior capacidade de transporte de oxigênio no organismo.

Os principais riscos que correm esses atletas: Ao elevar a densidade do sangue, EPO aumenta o risco de coagulação sangüínea, o que pode bloquear os vasos sangüíneos causando infarto ou ataque cardíaco. Uso de EPO também causa hipertensão e pode ocasionar ataque apoplético e falência congestiva do coração.

Idiotices a parte, pode ser que a atleta tenha se arrependido do que fez, afinal os atletas profissionais estão  sujeitos a erros como qualquer um de nós. Devem também pagar por isso como qualquer um de nós. No caso do Ironman Hawaii ela perdeu o prêmio de US$ 100.000,00 da sua vitória e foi banida por 2 anos.

Voltando a prova, a natação estava ótima, com o mar em temperatura boa e poucas ondas. O trecho de bike pela Anchieta é sempre o ponto alto. Você pedala em direção a serra e começa a pensar que vai ter que subir algum morro, mas quando chega perto tem o retorno. Ontem, além do retorno teve vento a favor na volta, o que foi ótimo. As vezes você está pedalando e não consegue encontrar um bom ritmo. Apesar de todos os esforços, parece que você está pesado ou com um pneu furado, a velocidade não aumenta nem com reza brava. Nesse casos você começa a torcer que o vento esteja contra. Olhei pra todas as árvores e nenhum galho mexia, estranho. Mas quando fiz o retorno vi minha velocidade pular dos 35km/h que vinha para mais de 40km/h constantemente durante os quase 20km de volta, foi ótimo. A corrida foi a melhor parte para mim. É meu esporte. É onde tenho mais facilidade e ontem bati um recorde pessoal correndo os 10km para 38 min e 40 seg. Acho que estava curto, mas e daí? Tá lá registrado que voei na corrida.

Isso tudo me valeu um décimo lugar na categoria. Fiquei feliz mas podia ter ido melhor. Estou aguardando os resultados de nossa campanha agora, logo terei os parciais que a Abrale me envia. Muitas novidades estão por vir e nas próximas semanas vou informando.

Nossa equipe foi bem, 61 atletas da MPR (Marcos Paulo Reis Assessoria Esportiva) com três atletas entre os dez primeiros colocados no profissional masculino. O clima na barraca amarela tava divertido e a montanha de mochilas pretas tava curiosa.

Próximo compromisso dia 28 de março na primeira etapa do Troféu Brasil de Triathlon, esse ano na Elite Masculina.

Fui.... ainda com o sorriso de uma prova gostosa com amigos